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CARPINTEIRO


Um velho carpinteiro estava para aposentar-se. Ele contou a seu chefe os seus planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas e viver uma vida mais calma com sua família. Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele necessitava da aposentadoria. O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de seus melhores funcionários e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial. O carpinteiro consentiu, mas com o tempo ficou fácil perceber que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e se utilizou de mão-de-obra e matérias-primas de qualidade inferior.

CarpinteiroFoi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira. Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro. “Esta é a sua casa, meu presente para você.” Foi um choque, uma vergonha. Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente. Não teria sido tão relaxado. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira.

Assim acontece conosco. Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, nós olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente.

Pense em você como o carpinteiro. Pense sobre sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede.
Construa sabiamente. É a única vida que você construirá. Mesmo que você tenha somente mais um dia de vida, este dia merece ser vivido graciosamente e com dignidade.

Na placa da parede está escrito: “A vida é um projeto de você mesmo”.
Quem poderia dizer isso mais claramente? Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanhã será o resultado de suas atitudes e escolhas que fizer hoje.

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IMPORTA PRIMEIRO…


Numa aula de filosofia, o professor queria demonstrar um conceito aos seus alunos. Para tanto, ele pegou um vaso de boca larga e dentro colocou, primeiramente, algumas pedras grandes. Então perguntou à classe:

– Está cheio?

Pelo que viam o vaso estava repleto, por isso, os alunos unanimemente responderam:

– Sim!

Então o professor pegou uma lata de pedregulhos e virou dentro do vaso. Os pequenos pedregulhos se alojaram entre os espaços das pedras grandes. Então ele perguntou aos alunos:

– E agora, está cheio?

Desta vez, alguns estavam hesitantes, mas a maioria respondeu:

– Sim!

Continuando, o professor levantou uma lata de areia e começou a derramar areia dentro do vaso.

A areia preencheu os espaços entre as pedras e os pedregulhos. E, pela terceira vez, o professor perguntou:

– Então, está cheio?

Agora a maioria dos alunos estava receosa, mas novamente muitos responderam:

– Sim!

Finalmente, o professor pegou um jarro com água e despejou o líquido dentro do vaso. A água encharcou e saturou a areia. Neste ponto o professor perguntou para a classe:

– Qual é o motivo desta demonstração?

Um jovem e brilhante aluno levantou a mão e respondeu:

– Não importa o quanto a agenda da vida de alguém esteja cheia, ele sempre conseguirá espremer dentro, mais coisas!

– Não exatamente, respondeu o professor. O ponto é o seguinte: a menos que você, em primeiro lugar coloque as pedras grandes dentro do vaso, nunca mais você conseguirá colocar as pequenas lá dentro.    Vamos, experimente, disse o professor ao aluno, entregando-lhe outro vaso igual ao primeiro com a mesma quantidade de pedras grandes, de pedregulhos, de areia e de água. O aluno, começou a experiência colocando a água, depois a areia, depois os pedregulhos e por último, tentou colocar as pedras grandes.     Verificou surpreso, que elas não couberam no vaso. Ele já estava repleto com as coisa menores. Então, o professor explicou para o rapaz:

·As pedras grandes são as coisas realmente importantes da sua vida: seu crescimento pessoal e espiritual. Quando você dá prioridade a isso e mantém-se aberto para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus relacionamentos: (família, amigos), suas obrigações (profissão, afazeres), seus bens e direitos materiais e todas as demais coisas menores que completam a vida. Mas, se você preencher sua vida somente com as coisas pequenas, aquelas que são realmente importantes nunca terão espaço em sua vida. Recomece. É uma boa sugestão. Esvazie seus vasos (mental e emocional) e comece a preenche-lo com as pedras grandes. “Ainda há tempo e ainda é tempo”. Sempre é tempo de mudar as coisas.

Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.João 4:24

Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus. Atos 14:22

Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens. Atos 5:29

E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. 1 Coríntios 11:19

INVEJA


Perto de Tóquio, vivia um grande samurai, já idoso, que agora dedicava-se a ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-ataca com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.

Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendeu inclusive seus ancestrais.

Durante horas, fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: “Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?”

“Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?” – perguntou o velho mestre.

“O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos” – disse o mestre – “Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo”.

PENEIRAS


Um homem aproxima-se de seu Mestre e lhe diz:

– Mestre, vou lhe contar o que disseram do João…

O Mestre, com sua infinita sabedoria, responde:

– Calma. Antes de me contares algo que possa ter relevância, te pergunto: Já fizeste passar a informação pelas Três Peneiras da Sabedoria?

– Peneiras da Sabedoria? Não. Elas não me foram mostradas – argumentou.

– Sim. Só não te ensinei porque não era chegado o momento. Porém, escuta-me com atenção: Tudo que te disserem de outrem, deve passar antes pelas Peneiras da Sabedoria. A primeira é a da Verdade. Eu te pergunto:

– Tens certeza de que o que te contaram é realmente verdadeiro?

Meio sem jeito, ele replicou:

– Bem. Realmente não tenho certeza. Sei apenas o que me contaram…

O Mestre continuou:

– Então, se não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a Peneira da Bondade. Pergunto:

– Trata-se de algo que gostarias que falassem de ti?

– De maneira alguma, Mestre. Evidente que não!

– Então, se trata de algo que passou pelos furos da segunda peneira, jaz nas cruzetas da terceira e última peneira. Realizo, portanto, a derradeira pergunta:

– Achas mesmo necessário passar adiante essa história sobre teu irmão e companheiro?

– Não, Mestre. Absolutamente! – respondeu.

– Então, disse o sábio, ela acaba de vazar os furos da Peneira da Necessidade, perdendo-se na imensidão da Terra. Não sobrou nada para contar.

– Entendi, querido Mestre. Doravante somente as boas palavras terão caminho em minha boca. Finalizou o sábio:

– És agora um mestre completo. Volta ao teu povo. Afinal, terminaste o aprendizado.

Lembra-te sempre, todavia: As abelhas, construtoras do Criador, nas imundícies dos charcos, buscam apenas as flores para sua laboriosa atividade, enquanto as nojentas moscas buscam, em corpos sadios, as chagas e feridas que as mantém vivas.

DOCE OU AZEDA? EXPERIMENTE!


Um sábio desafiava a qualquer uma pessoa a discutir com ele sobre o cristianismo.

Certo dia, enquanto falava a uma pequena platéia um homem humilde e mal vestido se dispôs a argumentar com o sábio.

Neste momento o sábio lhe franqueou a palavra dizendo: Responda meus argumentos!

O humilde homem apanhou uma laranja, descascou com calma, chupou a laranja e voltando-se para o orador disse: Estou pronto para falar.

O sábio, com um sorriso irônico foi dizendo: Até que enfim! Vamos lá! Fale, fale… que tem a dizer em resposta aos meus argumentos contra o cristianismo?

Então, perguntou-lhe o homem! A laranja que chupei estava doce ou azeda?

O silêncio foi total, quebrado em seguida por imensa gargalhada. Todos riam! Mas quem mais ria era o sábio que disse: Foi o senhor que chupou a laranja… O senhor é que deve saber se ela estava doce ou azeda!…

O homem responde: Um momento vamos com calma…

Se quem chupou a laranja fui eu, e só eu sei se ela estava doce ou azeda, isso fala a meu favor e em favor de minha fé cristã.

Antes de me tornar cristão minha vida era de uma forma. Um dia conheci o evangelho e me transformei. Um verdadeiro milagre! De modo que como o senhor vê, eu provei da laranja da salvação e sei que ela é doce, muito doce.

Na verdade é o senhor que está fazendo papel de maluco, falando de assunto que o senhor não conhece. Se o senhor nunca experimentou a fé cristã como pode saber o gosto que ela tem?

O sábio fora silenciado.

Não falemos do que não experimentamos?

JOVEM AGRICULTOR


Era uma vez um jovem agricultor que tinha uma namorada muito bonita. Ele tinha tudo para ser feliz, no entanto, era triste. Isto chamou a atenção de um velho amigo da família que, procurando ajudar, perguntou como ele procedia no seu dia a dia.

“De manhã bem cedo”, respondeu o rapaz, “passo para ver minha namorada e depois vou ao campo fiscalizar as atividades dos meus trabalhadores. Mas, ultimamente, a namorada não me parece tão bonita como era e a plantação anda meio sem viço e sem verdor”. “Então faz assim”, aconselhou o amigo experiente, “quando você levantar, primeiro visite seus campos, e só então, na volta, passe para ver sua namorada”.

Algum tempo mais tarde os dois amigos voltaram a se encontrar. Agora o rapaz estava alegre e satisfeito, e o amigo notando, explicou: “Você não cometia nenhum engano, mas havia um problema. Fazia a coisa certa na hora errada! Porque cedo, a namorada ainda estava sonolenta, os olhos ainda estavam meio fechados e sem brilho, não havia se penteado como devia, nem tinha tido tempo de colocar um perfume. Da mesma forma, com o sol alto as plantações ficam mesmo caídas, pois já perderam o frescor do orvalho da madrugada que lhes fazem bonitas e viçosas”.

Burrinho


Era uma vez um burrinho. Burrinho como os demais que viviam no pasto, e que prestavam serviços, quando necessitavam deles.

Um dia, houve grande festa naquela terra. Era feriado. Feriado nacional. Comércio fechado. Escolas sem aulas. Tudo parado.

Nas avenidas principais daquela cidade, devidamente ornamentadas, aconteceria propagado desfile militar e escolar. É que as jóias, insígnias, bandeiras, medalhas, coroas que pertenceram ao rei daquele país seriam apresentadas ao povo, esparramado pelas calçadas.

Aí precisaram de um burrinho, que transportasse, processionalmente, aqueles tesouros, que representavam história gloriosa daquela nação.

E o burrinho, de que lhes falo, foi apanhado, lá no pasto. Colocaram régios arreios sobre seus lombos, ornamentos dourados que brilhavam ao sol. Daquela manhã engalanada e festiva. Encimando aqueles arreios, dispostas com muita arte e gosto, as preciosas jóias reais. No desfile militar, o pacato quadrúpede ocupava lugar de destaque, comandando a parada.

Rojões espocavam, a multidão aplaudia, a tropa se perfilava, numa alegria contagiante, que deslumbrava e emocionava.

Acabado o desfile, retiraram as jóias que o burrinho carregava, os arreios dourados, os adereços todos, e ele foi levado de volta ao pasto, sem maiores formalidades.

Lá chegando, o burrinho começou a conversar com os outros burricos, seus companheiros. Disse ele, vaidoso:

– Vocês viram o que me aconteceu? Andei pelas avenidas da cidade, nesta manhã. E quando eu passava, soltaram fogos e foguetes, houve aplausos de todos os lados, uma beleza: Até soldados perfilaram-se, em continência, enquanto bandas de música celebravam a festança. Vejam como eu sou importante! Vejam!

Aí, um outro burrico, que ouvia aquela bazófia do companheiro gabola, desafiou-o:

– Se você é tudo isso que está dizendo, tenha a coragem de retornar äs avenidas, por onde passou. Vá. Eu quero ver o que acontecerá!…

O burrinho vaidoso aceitou o desafio. Foi. Mas quando ele passava, apesar da cadência de seu passo garboso, moleques atiraram-lhe pedras, populares enxotaram-no aos gritos, brandindo relhos e chicotes, numa correria bárbara.

Cansado, resfolegando, envergonhado, assustadíssimo, o burrico retornou ao pasto, onde encontrou seus amigos, que o receberam, com desprezo e com desdém.

– E agora, o que dizes?, perguntaram-lhe, com zombaria. Então o burrinho vaidoso, cabisbaixo, filosofou:

– É. É verdade. Eu não tinha importância alguma. Eu sou igualzinho aos outros burrinhos. Só fui aplaudido enquanto carreguei as jóias do rei…

Linda lição! para nós. Para cada um de nós, hoje. Nela reflitamos, com humildade, na presença santíssima do Rei, de quem somos servos, tantas vezes inúteis…  

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