Gentilezas


Antigamente, era um bom dia, boa tarde ou boa noite; e hoje, concordo que são cumprimentos em extinção. Apesar disso não é a expressão que me preocupa, e sim, a falta de coragem para romper muros de indiferença.

Lembro que, recentemente, ao residir na cidade de Cubatão-SP, cumprimentava qualquer pessoa, tanto as conhecidas como desconhecidas: no ponto de ônibus, na banca de jornal, na padaria, na rua, etc. A reação era no mínimo óbvia, dependendo de quem recebesse e onde fosse. Adotei esta atitude e me deparei com pessoas que estranhavam tal gesto com testas franzidas, risos contidos, cumprimentos tímidos e, na maioria, um retorno gentil da gentileza.

Em 2001, quando admitido como funcionário de um grande hospital de Brasília, pensava como conseguiria influenciar o meu local de trabalho, levando em conta as centenas de funcionários, fora a desvantagem de que meu setor parecia uma masmorra, pois era muito escondido. Trabalhava no arquivo de prontuários e diariamente entravam e saíam caixas de documentos para vários setores. Num belo dia, tive a idéia “antiga” de usar a gentileza a meu favor no intuito de fazer mais amizades. Então, aproveitei a rotatividade dessas caixas enviando um BOM DIA com pensamentos e reflexões impressos em letras graúdas. Nunca pensei que seria tão surpreendente, uma grande mudança começava a acontecer. Sempre mandava nominado e depois de algum tempo, alguns faziam questão de devolver as caixas pessoalmente para conhecer o autor das mensagens.

Muitos, depois desta atitude, a maioria começou a dar “bom dia”, tanto a mim quanto aos outros.

Quem diria que uma atitude tão simples poderia influenciar tanta gente, inclusive na minha trajetória nesta empresa: promovido 3 vezes num espaço de 4 anos. Gentileza faz bem para todos, é uma grande lição que aprendi. O respeito gera um efeito maravilhoso, imediato ou tardio; e não digo isso pensando em retorno materiais(lembrando que se acontecer é bem vindo), e sim, a satisfação.

Porque será que quando envelhecemos, travamos nossa gentileza? É uma pena, pois para mim é o reconhecimento de existência. Na correria do dia-a-dia, podemos dar uma pausa para valorizar a importância de alguém, que por muitas vezes, só precisa de um “oi”. Sei que parece tão pouco em um mundo que precisa de tantas mudanças. Também não estou dizendo que devemos cumprimentar a todos que encontrarmos, toda hora e todo instante, mas não percamos a sensibilidade ao mundo que nos rodeia. Certo dia, um homem ao se encontrar com o Senhor Jesus, expressou do que precisava: apenas uma palavra. E vamos parar com essa falsa modéstia disfarçada de omissão, mais usual como desculpa esfarrapada!!! Dizer que não é Jesus, é muita covardia!!! É claro que não somos Jesus, mas podemos seguir seu exemplo. Uma palavra dEle era importante naquele instante, e hoje, para um filho poucas palavras do pai pode valorizar toda sua existência. Imagine o efeito maravilhoso de um bom dia para a esposa? E um “tudo bem” de um chefe ao seu subordinado vem como uma motivação a mais! Aquele idoso ranzinza, conquiste-o!

Podemos fazer muito com algumas palavras.

Agora encerro com: Obrigado! Isso mesmo! Quero agradecer a todos que acompanham o blog. Muito obrigado!

Abraços e que Deus abençoe suas vidas multiplicando realizações e realizando Sua vontade em nós!

Fabiano Botero

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Sobre Fabiano Botero

Deformado pelo mundo, sendo formado em Cristo!

Publicado em 09/02/2010, em Artigos, Próprios e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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